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Deputado condenado por censurar beijo gay em quadrinho da Marvel

Deputado condenado por censurar beijo gay em quadrinho da Marvel

Marcelo Crivella deve pagar indenização por danos morais coletivos após tentar banir HQ com casal LGBTQIA+

Um marco importante para a representatividade LGBTQIA+ na cultura pop aconteceu com a condenação do deputado federal Marcelo Crivella, que tentou censurar um beijo gay em um quadrinho da Marvel. A decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou que ele pague R$ 100 mil por danos morais coletivos, quantia que será destinada a políticas públicas de combate à discriminação.

O episódio ocorreu em setembro de 2019, quando Crivella era prefeito do Rio de Janeiro e ordenou que fiscais recolhessem exemplares da revista Os Vingadores: A Cruzada das Crianças. A justificativa era que o conteúdo era impróprio para menores, devido a um beijo entre os personagens adolescentes Hulkling e Wiccano, protagonistas LGBTQIA+ da história.

Repercussão e repercussão judicial

Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a censura, garantindo a circulação da obra. O youtuber Felipe Neto chegou a comprar os exemplares confiscados para distribuí-los gratuitamente, em um ato de resistência ao cerceamento da liberdade artística e da diversidade.

Inicialmente, a Justiça rejeitou o pedido de indenização, alegando ausência de dolo e que a decisão do STF já havia resolvido o caso. Porém, em segunda instância, o desembargador Guilherme Peña de Moraes reconheceu que a atitude do ex-prefeito violou princípios constitucionais de igualdade e não discriminação, configurando um ataque à comunidade LGBTQIA+.

O magistrado destacou que a censura reforçou estigmas e tratou casais homoafetivos de forma desigual, citando a equiparação da homofobia ao crime de racismo, segundo o entendimento do STF e a Convenção Americana de Direitos Humanos. A indenização, portanto, foi fixada como medida proporcional à gravidade da conduta e à capacidade financeira do acusado.

Sobre a obra e seus autores

Escrita pelo ativista e autor assumidamente gay Allan Heinberg, e ilustrada por Jim Cheung, a minissérie Vingadores: A Cruzada das Crianças foi lançada originalmente entre 2010 e 2012 nos Estados Unidos, e reuniu os Jovens Vingadores em uma narrativa conectada aos heróis veteranos. O beijo entre Hulkling e Wiccano é um marco importante da representatividade LGBTQIA+ nos quadrinhos mainstream.

No Brasil, a obra foi publicada pela Editorial Salvat em parceria com a Panini, sendo relançada em 2022, reafirmando seu impacto e valor para fãs e para a luta por diversidade.

Jim Cheung, em suas redes sociais, reforçou o apoio à comunidade LGBTQIA+ e criticou a tentativa de censura do ex-prefeito. Ele afirmou que a comunidade está aqui para ficar e que o amor e a voz dessa população devem ser respeitados e ouvidos.

Um avanço para a representatividade LGBTQIA+

Essa condenação é um sinal claro de que a censura e as tentativas de silenciar afetos e narrativas LGBTQIA+ não serão toleradas. Para quem luta por igualdade, o episódio reforça a importância da resistência e da visibilidade na cultura, sobretudo em personagens que servem de inspiração para milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil.

A vitória da comunidade e das organizações que moveram a ação judicial representa uma conquista para todos nós que acreditamos em um mundo mais justo, diverso e cheio de amor.

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