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Drag queen responde a Marjorie Taylor Greene e denuncia transfobia

Lil Miss Hot Mess rebate ataques da política que a chamou de 'monstro' e defende inclusão LGBTQ+ na educação
Drag queen responde a Marjorie Taylor Greene e denuncia transfobia

Lil Miss Hot Mess rebate ataques da política que a chamou de ‘monstro’ e defende inclusão LGBTQ+ na educação

Em um momento marcado por ataques transfóbicos e discursos de ódio, a drag queen Lil Miss Hot Mess protagonizou uma resposta poderosa à congressista americana Marjorie Taylor Greene, conhecida por sua postura agressiva contra pessoas LGBTQIA+.

Greene, representante republicana da Geórgia, voltou a atacar o universo drag, desta vez usando um vídeo de Lil Miss Hot Mess em uma audiência do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo dos EUA. No vídeo, a drag queen lê um trecho do livro infantil “The Hips on the Drag Queen Go Swish, Swish, Swish” — uma obra que celebra a diversidade e a expressão artística. Para Greene, esse conteúdo era “repulsivo” e ela não hesitou em rotular Lil Miss Hot Mess como “predadora de crianças”, um insulto comum usado para deslegitimar pessoas LGBTQIA+.

O ataque à PBS e a censura aos conteúdos LGBTQIA+

A congressista usou o episódio para defender a retirada de verbas da Public Broadcasting Service (PBS), rede americana conhecida por programas educativos infantis, incluindo o famoso Sesame Street. Greene alega que a PBS estaria se tornando um “eco radical de esquerda” que “sexualiza e doutrina crianças” — uma narrativa falsa que tem sido usada para justificar cortes e censura contra conteúdos que promovem inclusão e representatividade.

A resposta corajosa de Lil Miss Hot Mess

Em seu perfil nas redes sociais, Lil Miss Hot Mess respondeu com humor e coragem: “É uma honra estar listada entre ícones culturais como o Elmo, embora a baixaria dessa administração para apagar LGBTQ+, BIPOC, imigrantes, muçulmanos, pessoas com deficiência e outros grupos marginalizados seja nojenta. Arrumem um novo passatempo!”

Em declaração oficial, a drag queen afirmou que “a transfobia e homofobia distrativas de Greene prejudicam crianças e adultos LGBTQIA+ reais, ensinando apenas o ódio” e que estaria “horrorizada” se assistisse ao programa infantil da congressista.

Com firmeza, Lil Miss Hot Mess concluiu: “Os americanos podem decidir por si mesmos quem é o verdadeiro monstro”.

Drag como resistência e antídoto à opressão

Em um ensaio para a imprensa, a artista criticou Greene por tentar controlar mentes por meio da censura, ressaltando que “o drag pode ser um antídoto” e que é essencial que artistas drag participem da educação e da mídia pública para promover o respeito e a diversidade.

Falando à mídia LGBTQIA+, Lil Miss Hot Mess destacou que os ataques da congressista seriam considerados difamação em outros contextos, mas que a comunidade drag não se deixará abater. “Somos maiores que a vida e não vamos recuar”, afirmou, lembrando que a arte drag foi forjada na resistência contra a opressão, encontrando alegria e humor mesmo nos momentos mais difíceis.

Essa resposta não só reafirma a força da comunidade LGBTQIA+, mas também ilumina a importância de continuar lutando contra a transfobia e o preconceito, especialmente quando vindo de figuras públicas que deveriam proteger e respeitar a diversidade.

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