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WhatsApp ganha assinatura paga da Meta

WhatsApp ganha assinatura paga da Meta

Novo plano WhatsApp Plus custa US$ 2,99 por mês e libera extras de personalização e mensagens. Saiba o que muda.

O WhatsApp voltou aos assuntos mais buscados no Brasil após a Meta anunciar, em 27 de maio, o lançamento global de assinaturas pagas para seus principais aplicativos, incluindo o mensageiro. Batizado de WhatsApp Plus, o novo plano custa US$ 2,99 por mês e promete recursos extras de personalização e organização dentro do app.

A novidade ajuda a explicar por que o tema disparou no Google Trends: no Brasil, o WhatsApp é uma ferramenta central da vida cotidiana, do trabalho informal às conversas em família, passando por redes de apoio, paquera e ativismo. Qualquer mudança no aplicativo costuma gerar atenção imediata — especialmente quando envolve cobrança.

O que muda com o WhatsApp Plus?

Segundo a Meta, o WhatsApp Plus foi criado para oferecer funções adicionais a quem usa o app com mais intensidade. Entre os recursos citados estão temas para o aplicativo, toques personalizados, mais chats fixados, customização de listas e figurinhas premium.

Diferentemente do Instagram Plus e do Facebook Plus, que focam mais em expressão social e métricas, o pacote do WhatsApp mira a experiência de mensagens e a personalização visual. A empresa também afirmou que mais funcionalidades “divertidas” devem ser adicionadas no futuro.

Um ponto importante: a nova assinatura não substitui o Meta Verified, serviço já existente da companhia voltado a verificação, proteção contra falsificação de identidade e suporte extra. Pelo menos por enquanto, as duas ofertas coexistem.

Por que a Meta está cobrando agora?

De acordo com a própria estratégia apresentada pela empresa, a Meta quer diversificar suas fontes de receita para além da publicidade. Como Facebook, Instagram e WhatsApp já atingiram enorme escala global, a aposta agora é extrair mais valor da base atual de usuários com planos mensais e serviços segmentados.

Ao mesmo tempo, a companhia está organizando esses produtos sob uma marca mais ampla, chamada Meta One. Nela, devem caber não só assinaturas para consumidores, mas também testes voltados a criadores, empresas e usuários de inteligência artificial.

No caso da IA, a Meta informou que começará a testar dois planos no próximo mês: Meta One Plus, por US$ 7,99 mensais, e Meta One Premium, por US$ 19,99. A promessa é liberar mais capacidade de processamento para tarefas complexas, além de ampliar recursos de geração de imagem e vídeo. Esses testes iniciais, porém, começarão em Singapura, Guatemala e Bolívia.

Isso afeta usuários brasileiros agora?

A Meta anunciou o lançamento global dos planos de assinatura para consumidores, o que inclui Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus. O texto-base divulgado pela empresa, no entanto, não detalha preços localizados em reais nem especifica cronograma por país. Por isso, o interesse no Brasil também vem da dúvida prática: quando e como isso chega por aqui.

Para o público brasileiro, a discussão vai além do custo. O WhatsApp é uma infraestrutura social no país. Pequenos negócios vendem por lá, profissionais atendem clientes pelo app, grupos organizam campanhas e amizades inteiras se sustentam na plataforma. Para muita gente LGBTQ+, isso é ainda mais sensível: o aplicativo funciona como espaço de acolhimento, articulação comunitária e comunicação mais privada, especialmente fora dos grandes centros.

Recursos como mais chats fixados, listas personalizadas e organização aprimorada podem interessar a quem administra redes extensas de contato, coletivos, grupos de militância, produção de eventos e até rotinas afetivas. Ainda assim, a chegada de camadas pagas reacende um debate legítimo sobre desigualdade digital: o que hoje é “extra” pode, no futuro, virar vantagem competitiva dentro de um serviço essencial para a vida conectada.

Na avaliação da redação do A Capa, o movimento da Meta mostra uma transformação importante nas plataformas que moldam a sociabilidade online. Quando um app tão presente quanto o WhatsApp passa a oferecer benefícios pagos, a discussão não é só tecnológica — ela também envolve acesso, inclusão e quem consegue ou não pagar por mais controle sobre sua presença digital. Para a comunidade LGBTQ+, que muitas vezes depende de espaços online para informação, segurança e pertencimento, esse tipo de mudança merece atenção redobrada.

Perguntas Frequentes

O WhatsApp vai deixar de ser gratuito?

Não. Segundo a Meta, o WhatsApp continua gratuito, e o WhatsApp Plus é uma assinatura opcional com recursos extras.

Quanto custa o WhatsApp Plus?

O preço anunciado pela Meta é de US$ 2,99 por mês. A empresa ainda não detalhou, no material divulgado, valores em reais para o Brasil.

Quais recursos pagos entram no novo plano?

Entre os itens citados estão temas do app, toques personalizados, mais conversas fixadas, customização de listas e figurinhas premium.


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