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Memórias

Acordei com a porta se fechando. Olhei ao redor… não sabia onde estava. Estava nua, e um cheiro de incenso de canela dominava o quarto.

– Meu Deus, que lugar é esse? – pensei, já assustada.

Busquei na memória para ver do que me lembrava da noite anterior, enquanto procurava minhas roupas. Eu estava um pouco tonta, mas mesmo na penumbra pude perceber que era um quarto feminino, definitivamente. As paredes cor lilás, pequeno altar com orixás do candomblé, quadros com fotos de mulheres nuas. “Menos mal”, pensei.

Não encontrei minhas roupas, o que me fez ficar um tanto desesperada. Me forcei a lembrar o que havia acontecido, mas só me lembrava de cenas isoladas, pequenos flashes.

Era sábado à tarde, e a festa estava maravilhosa. Somente meninas, lindas. Dançávamos, conversávamos e bebíamos, sem nenhuma preocupação com nada. Clima perfeito.

No começo da noite estávamos já bem altas. Cerveja, caipirinhas, pingas de Minas Gerais… O suficiente para que alguns pudores começassem a ser esquecidos. O clima de sedução tomou conta do ambiente. Os olhares ficaram mais intensos, as conversas, mais picantes, os toques, menos sutis, as danças, mais próximas. Até que alguém sugeriu fazer uma variação da brincadeira da garrafa, baseada em um clipe de música:

– Giramos a garrafa. A menina para quem apontar o bocal da garrafa escolhe entre fazer uma pergunta picante ou dar um beijo na menina que foi apontada pelo fundo.

A sugestão foi aceita por unanimidade. As perguntas começaram meio tímidas, até que alguém teve coragem de pedir o beijo, e a partir daí a temperatura aumentou. Os beijos rápidos evoluíram para pegadas fortes, e as perguntas eram cada vez mais diretas. E minhas lembranças começaram a ficar bem mais esparsas.

A porta do quarto se abriu. Ela entrou e deu um sorriso. Estava com um vestido florido, bem leve, e os cabelos soltos, despenteados como quem acabou de acordar. Ao vê-la, fiquei absolutamente tranquila.

– Você está bem? – perguntou?

– Agora sim. Acordei assustada… Mas não me lembro como cheguei aqui, e nem o que aconteceu. – confessei, sem jeito.

Ela se deitou ao meu lado. – Do que você se lembra? – perguntou.

Puxei pela última memória clara. Eu a estava beijando durante a festa, deitada em sofá.

– A última coisa que me lembro é da gente se beijando…

Ela sorriu e me puxou pelo braço. Me senti envergonhada por estar nua, ela percebeu, sorriu e me trouxe um roupão e uma toalha.

– Tome, vá tomar um banho… Depois te conto o que aconteceu.

Durante o banho, encontrei algumas marcas roxas nas minhas coxas, sinal de que realmente havia acontecido o que eu imaginava. Fiquei sem graça e decepcionada, nunca tinha feito algo da qual não me lembrasse.

Voltei pro quarto. Ela havia aberto as janelas e minhas roupas estavam penduradas na cabeceira da cama. Quando se virou para mim, o vento bateu em seus cabelos, e juntamente com a luz em seu rosto formaram uma cena de tirar o fôlego.

Dei um sorriso sem graça. Não sabia como agir. Ela percebeu e delicadamente me puxou para sentar ao lado dela na cama.

– Então, deixa eu te contar o que rolou…

Passou a mão pela minha nuca, devagar. Meu corpo estremeceu. Lentamente, aproximou sua boca da minha e me deu um beijo espetacular. Intenso e delicado.

Enquanto nos beijávamos, passei a tocar de leve seu corpo. Sentia sua pele arrepiada, sua respiração ficando ofegante, e seus mamilos já durinhos me deixaram louca.

Devagar, me deitei, a puxando sobre mim. Levantei seu vestido, enquanto ela abria meu roupão, e pude sentir suas coxas roçando nas minhas e seu sexo quente próximo do meu.

Ao poucos, ela foi se sentando sobre minha cintura, e tirou o vestido, com o olhar mais safado que eu havia visto na vida. Sem pensar duas vezes, comecei a passar a língua pelos seus seios, pequenos, e os chupei com vontade, brincando com os biquinhos negros. Ela arranhava minhas costas, enloquecida de prazer.

Toquei-a e a senti absolutamente molhada. Brincava com seu clitóris, enquanto nos beijávamos e lambíamos com sede. Eu já escorria de tanto tesão.

Deitou-me na cama e passou a língua quente sobre meu corpo. Foi descendo, e quando chegou em minha buceta não pude conter um gemido de prazer. Me lambia com agilidade e vontade, me olhando para perceber minhas reações. Arranhava minhas coxas, barriga, enquanto me sugava e metia sua língua dentro de mim. Quando eu estava quase gozando, ela parou.

Levantou-se, colocando as duas pernas ao lado de meus ombros, mostrando-se toda para mim. Dei um sorriso mordendo meus lábios, pois já sabia o que me esperava. Ela se sentou sobre a minha boca, oferencendo seu sexo delicioso. A bebi com vontade, passando a língua em seu grelinho. Ela rebolava, e seus gemidos ficavam cada vez mais altos.

Subitamente ela se levantou e virou-se, para começar um 69. Ela lambia meu clitóris, para cima e para baixo, e eu via sua bundinha rebolando na minha cara enquanto eu a chupava.

– Não vou conseguir segurar, vou gozar… – falei baixinho.

Gozei com ela enfiando dois dedos em mim, enquanto sentia meu gosto.

Ela rebolava sem parar, e eu a continuei chupando. Minha língua passava pelo seu cuzinho, e quando vi que ela empinou a bunda entendi o que ela queria. Com cuidado, enfiei um, depois dois dedos. Ela gemeu alto de prazer. Minha língua continuava em sua buceta, e seu rebolado fazia meus dedos entrarem e saírem de forma cada vez mais ritmada.

Sentia seu grelo crescendo entre meus lábios, e percebi que ia gozar logo. Metia com força, e então ela gritou. Pude sentí-la se contraindo toda, mas não parei de chupá-la. Ela gozou mais de uma vez, até cair exausta sobre meu corpo.

Ficamos quietas alguns minutos. Até que perguntei:

– Então foi isso que aconteceu?

Ela riu alto e me olhou.

– Não… Você meio que desmaiou enquanto a gente ficava ontem, e eu acabei derrubando minha bebida na sua roupa… Como eu estava menos mal e não daria para dormir na casa da Lu, te trouxe para casa, tirei sua roupa, coloquei pra lavar e deixei você dormindo…

– Não acredito! Mas e as marcas roxas? – Eu disse, sorrindo.

– A gente ficou um tempo se beijando do lado da bike da Lu, e você se batia o tempo todo…

– Quer dizer então que você se aproveitou da minha amnésia hoje?

– Huumm… Digamos que sim! Não consegui esquecer nossos beijos de ontem, e queria bem mais…

– Ahhh… Mas eu acho que eu ainda estou um pouco desmemoriada, completei – Não quer me fazer lembrar de mais nada?

E a puxei para mim.


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