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Na sala, na rua, na chuva…

Era como a primeira vez. O ato, o calor, a mão… O toque. Esqueci de tudo. Eu parecia uma criança.

Fui pega de surpresa, arrebatada pela inocência de uma quase adolescente. Cheguei ao auge. Já imaginava em que podia dar aquele frenesi. Internet é assim, mesmo. Engana, ilude a gente… Faz-nos virar criança.

Aquele site de relacionamentos, pra mim, ainda não dizia ao que veio. Quando a amiga me indicou, resisti. Daí, entrei. Fiz um perfil e honestamente, preechi todos os dados. Corretamente. Tá eu menti na idade. Diminui três anos. Eu era muito mais velha que a maioria das meninas do site. Mas, eu nem podia imaginar que estava ai, na minha idade, o meu sexy appel. As meninas “a-do-ram” uma coroa.

Quando recebi aquela mensagem misteriosa “quer tc comigo” tive que recorrer a uma estagiária do trabalho. Ela que tinha seus 20 aninhos teve que me dizer: – Querida,”TC” é teclar! (Ah, sei… respondi cheia de interrogações…)

Bom, a menina do site, que se dizia esperta, era mesmo, esperta! Colocava-me no chinelo. Eu rebolava para entabular uma conversa moderna. Maravilhosamente esperta, a menina.

Bom… De tanto e tanto conversarmos, decidimos marcar um encontro. Falei: – É minha chance! Pessoalmente eu me garanto!

“E então, marcamos um café?! – Perguntei… (sou tonta mesmo… café?!). Ela disse: – “Café?”Não podemos marcar em um bar? Tem um novo aqui perto da minha rua, podemos depois esticar… (humm… pensei! esticar deve ser “trepar”, né?! ).

Ah, Tá… Pra mim está ótimo! Um bar… Legal!

Fomos para o tal bar. Moderno. Cheio de clipes dos anos 80. Ainda bem. Eu conhecia alguns. Pude comentar e até cantei: “Like a Virgin … Touched for the very first time..lá lá lá…” e a menina falou: O que? Eu disse estou cantando… Então canta pra mim… Cantar?! Madonna para você?

Eu tentei juro! Devo ter errado umas cinco vezes, a letra, desafinei… Fiquei nervosa. Também, aquele cabelo perto de mim, aquela orelha cheirosa na minha boca… Caramba! Mas entre um erro e outro eu suspirava e deixava um gemido dissonante escapar da boca…

“Like a virgin, ooh, ooh

Like a virgin

Feels so good inside

When you hold me, and your heart beats, and you love me”

Minha boca parecia mãos de cego. tateei seu pescoço com a língua até achar sua boca. Perdi-me com a aquela língua. Sua boca limpa tinha um gosto maravilhoso. Saliva com álcool e um cigarrinho de Bali que ela havia fumado. Logo minhas mãos procuravam conforto. Reciprocidade nos atos, nos toques. Esqueci do bar. Das pessoas. Estávamos em pé, perto de um letreiro luminoso que mais parecia uma televisão gigante. Só então reparei, quando meus olhos se abriram, no meio do beijo, do enlaçar das línguas, o quanto ela era linda. Seu corpo rebolava ao som da música e eu não tardei começar a tremer de desejos. Segurei-lhe a cintura e voamos numa dança linda!

Minha boca não parava de pedir seus beijos. Quando ela entendia, vinha pra mim e beijava. Beijava pedindo mais, pedindo minhas mãos em seus seios, meus carinhos e muitos convites para irmos além.

Confesso que na hora nem pensava em mais nada. Que magia. Que mulher era aquela que me seduziu com seu convite e me hipnotizou com seu jeito? Aquela que parecia uma criança. Que eu, montada nos preconceitos “resisti”?

Eu já queria ir embora dalí… Carregá-la comigo para qualquer lugar onde a Madonna não interferisse. Queria aquela dança só pra mim. Queria aquela mulher nos meus domínios. Eu até esqueci que ela era uma menina. Mas, que menina, que jovem menina sabida que me ensinava aonde ir e a deslizar no seu corpo.

Propus: Vamos?!

Ela topou na hora. Pagamos, saímos do bar…meus olhos estavam inebriadas e o que eu sinceramente esperava é que ela não morasse longe e que topasse ir para seu “ap”.

Olha, estou com visitas em casa. Podemos ir para lá se não fizermos barulho. Tudo bem?! Disse a menina com um olhar pra lá de sedutor. – Tudo bem! Respondi.

Fomos andando duas quadras. Prédio antigo. Sem porteiro. Copacabana. Perdição das perdições. Onde tudo acontece e se repete no dia seguinte. Porque em Copacabana, todo dia é sábado, domingo ou feriado.

Tinha cheiro de incenso na sala.

– Cerveja?

– Sim, sim!

-Beijo?

Nem respondi. Atraquei-me com ela ali mesmo. Levantei sua blusa, puxei seu sutiã (que peitos!), beijei-lhe o colo, chupei-lhes os mamilos… creeeeeckk! Tosse, tosse… Anne ?!

– Sim, tio… Cheguei!

Uaaaaaaauuu…que susto! Ela fez sinal para eu não fazer barulho. Apagou a luz do abajur e se dirigiu a cozinha. O tio foi atrás e nem me viu no escuro. Fiquei quieta. Aguardando aquela musa de pecados voltar. – Boa Noite, tio! …boa noite, Anne!

Ela veio. Saiu do escuro com um copo e uma lata na mão. Serviu, sorveu um gole e veio… Colou a boca na minha e jorrou cerveja na minha boca que vazou e caiu nos meus peitos. Sabe, até hoje penso se isso foi um pretexto para me chupar os peitos e me deixar enlouquecida. Deixei sugar-me até que ela quisesse parar. E eu só agradecia, em meu pensamento, a generosidade daquele site, da internet e de todos os deuses do Olimpo. Eu só podia estar sonhando. Aquela mulher lindíssima, nos meus braços, entregue e me sussurrando indecências só podia ser sonho.

Decidi tomar providências e ter o domínio da situação. Ali mesmo, sem quarto, sem cama, sem segredos tirei-lhe as roupas. Era uma pintura, aquela moça. A pouca luz que entrava pela janela, que devia ser do prédio em frente, me deixava maluca com o que eu via. Não via à hora de entrar naquela gruta e me fartar com seu cheiro. Foi o que eu fiz. Deslizei minha boca pela sua barriga e me escondi entre suas pernas. Seu cheiro doce me impediria de sair dali o resto dos meus dias. Eu lambia, sugava e me deliciava naquele monte de carne mágica. E ela retribuía, remexendo os quadris, gemendo e mordendo a mão para não gritar. Ficamos assim, naquele ritmo cadenciado sem música e sem testemunhas. Só seguia meu desejo. E ao que parece, ela também.

O tio dormia e nós fudíamos de forma deliciosamente intensa. Enquanto eu a chupava, sua mão esperta procurava me tocar em todas as partes possíveis. Isso incluía alisar meus peitos, minha barriga, minhas costas, minha nuca… Ai, que delícia sua mão na minha nuca. Quase me dominava os movimentos. Quase desistia de respirar e desejava morrer, naquelas mãos.

Meti-lhe um dedo. Ela gemeu alto. Minha tensão aumentou. Parei um segundo. Foi tudo que ela permitiu. Puxou novamente minha cabeça para dentro de suas pernas e eu recomecei. Lambi, suguei e me deliciei com seu gosto. É claro que ela gozou feito uma louca. Eu me assustei. Ela deu um gemido tão alto que eu tive vontade de tapar-lhe a boca. Mas era tão lindo ouvi-la gozando que eu decidi arriscar. Quem sabe o tio era surdo?!

Ela mal parou de gemer, pulou em cima de mim e me tirou a blusa. Fiquei assustada. Nem sabia o que fazer para impedi-la. Eu não estava muito acostumada a receber esses comandos na cama. Mas, gostei. Aos 40 anos, uma menina-moça me dominando na cama. Daquela forma. Daquela gostosa forma. Também eu logo percebi… Com aquela mulher, não ia adiantar muito eu dizer… “não quero isso!”

Depois de se divertir a vontade com meus mamilos ela tirou minhas calças. Meu olho entorpecido, vez por outra tentava olhar para o corredor… Eu nada via. Até porque o prazer me cegava.

Eu já sem roupa recebi aquela flor na minha flor. Ela, sem nem uma dificuldade, encostou a buceta na minha. Parecíamos duas tesouras abertas. Prontas para se cortarem ao meio. Seus movimentos de meter e tirar me levaria a um gozo rápido. Eu me conheço. Já não estava aguentando controlar meu tesão. Ela se metia em mim. Não que se metesse mesmo. Parecia ser assim. Eu sentia aquela madura mulher do sexo me ensinando a ter prazer com ela.

Gozamos e esquecemos-nos do titio. Vai saber se ele nos ouviu… Acho que não, né?!

Nem preciso dizer que foram inúmeras as vezes que trepamos na sua sala. Com ou sem visitas. Acho que isso fazia parte do fetiche de Anne. Ela gostava de transar na sala. Eu por minha vez, gostava, mesmo… De verdade… Era de trepar com ela. Isso na rua, na chuva, na fazenda… Ou em uma casinha de sapê…


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